Hábito alimentar saudável desde a infância!

Quando uma criança nasce, a família, e especialmente a mãe (na maioria dos casos) tem um papel fundamental na alimentação e na formação do habito alimentar. Nos primeiros 6 meses dá-se preferencia ao aleitamento materno exclusivo, pois este supre todas as necessidades do bebê, além de criar um vinculo importante com a mãe entre tantos outros benefícios.

Após os 6 meses, quando a alimentação complementar (complementa, mas não substitui o leite materno) se inicia, outros agentes familiares podem também contribuir com a oferta de alimentos para a criança.

Nesta fase, surgem muitas dúvidas do que oferecer e o que não oferecer para a criança. Especialmente com o primogênito, a mãe (e pai, por que não?) procura oferecer somente alimentos saudáveis, se esforça ao máximo para evitar as guloseimas. E eis que aqui surgem alguns problemas com as pessoas que não convivem diariamente nesta rotina.

Vamos exemplificar algumas situações que nós mães enfrentamos: 

  • “Ah, um pedacinho de chocolate não vai fazer mal”.
  • “Coloca um pouco de açúcar nesta fruta/suco pra criança gostar mais”.
  • “Com ketchup tenho certeza que come”.
  • “Sério mãe, que batata frita não pode? (a pessoa fala isso virando os olhos…. ). Só uma não vai fazer mal”.
  • “Dei um golinho de coca-cola pra ver a carinha dele…”

 

E é neste momento que a gente quase mete uma voadora na cara da pessoa,

voadora

pois haja paciência para fazer papinha fresca todos os dias, oferecer fruta até a criança pegar gosto e aparecer um fulano pra estragar todo o trabalho. E para quem está me achando radical fica a pergunta: Qual a sua dificuldade HOJE para manter uma alimentação saudável?? Gosta de comer todas as frutas, verduras, alimentos integrais ao invés dos produtos industrializados, sorvetes, chocolates, refrigerantes e frituras??

Então, aquela famosa frase para mim sempre fez muito sentido nesse caso – “Se não for ajudar, então não atrapalhe (e também não critique)!”. Ah, e perguntar para a mãe antes se pode é PRIMORDIAL!

Hábito alimentar saudável é muito mais fácil de ter quando se aprende desde pequeno.

brocolis e bebe

Na semana passada tive a oportunidade de ver esse vídeo no facebook e que veio de encontro ao que eu gostaria de escrever no blog. Por favor, tire um tempinho para assistir esse vídeo. Coloquei duas versões por não saber se a versão legendada pode ser visualizada. Caso não, clique no link abaixo dele:

 

–> https://www.facebook.com/photo.php?v=671198019629979&set=vb.100002193611447&type=2&theater (versão legendada)

 http://www.olhaquevideo.com.br/video/2462/esta-publicidade-chocante-vai-te-convencer-a-mudar-os-habitos-alimentares-de-seu-filho 

Preciso dizer mais alguma coisa??? Que tal sermos adultos mais responsáveis com o que ensinamos nossas crianças a comer??

 

Segue abaixo uma lista dos alimentos que evitem ou nunca dêem para as crianças comerem (Alimentaçao infantil: Cartilha de orientação aos pais):

  • Refrigerantes (nunca, mas nunca dê refrigerante) e sucos artificiais (especialmente os sucos em pó).
  • Produtos industrializados e com conservantes.
  • Produtos com corantes artificiais. Cuidado com alimentos infantis muito coloridos, esse apelo visual tem um preço!
  • Produtos embutidos (salame, presunto, linguiça, mortadela) e enlatados (milho verde, ervilha, pepino azedo, palmito, azeitona, picles etc).
  • Açúcar, bolos, biscoitos recheados e guloseimas em geral.
  • Balas de qualquer tipo, pirulito, pipoca, amendoim e outros alimentos pequenos e duros podem provocar acidente grave por engasgamento – podendo inclusive levar à morte. CUIDADO!
  • Chocolates e achocolatados.
  • Qualquer tipo de fritura (doce ou salgada)
  • Maionese, ketchup, mostarda, pimenta e outros condimentos similares.
  • Salgadinhos de pacote em geral
  • Alimentos muito doces ou muito salgados
  • Alimentos muito condimentados- com excesso de tempero
  • Alimentos prontos que ficaram muito tempo em temperatura ambiente.

 

Alimentos que podem e devem ser oferecidos SEMPRE (Alimentação infantil: Cartilha de orientação aos pais):

  • Frutas (banana, manga, abacate, maça, pera, melão, melancia, caqui, laranja, pokan, mamão, abacaxi)
  • Suco de fruta natural (de preferencia sem adição de açúcar).
  • Vitamina de fruta com cereal (de preferncia aqueles fortificados com ferro).
  • Legumes (cenoura, chuchu, abobora, beterraba, etc) cozidos no vapor ou em pouca água, cortados em forma de palito. Assim a criança pode comer com as próprias mãos.
  • Bife de carne magra ou de fígado de boi grelhado, coxinha de frango assado e sem pele.
  • Mingau ou pudim com leite e cereais. Se a criança ainda mama no peito, prepare o mingau com o leite materno).
  • Paes e biscoitos sem recheio.
  • Iogurte natural ou coalhada caseira.
  • Picolé de SUCO DE FRUTA NATURAL
  • Bolos simples, sem cobertura, podendo ser feitos também com legumes ou frutas (de fubá, de cenoura, de banana, de abacaxi, de beteterraba e de maça).
  • Saladas de tomate, chuchu, cenoura, beterraba, vagem, etc.
  • Salada de frutas ou salada de legumes e ou vegetais com frutas (repolho com maça, alface com manga, beterraba com laranja, cenoura com abacate).
  • Batata, aipim, batata-doce e batata salsa podem ser servidos na forma de purê ou cozidos, cortados em pedaços pequenos, acompanhados de feijão, carnes ou vegetais.
  • Dê sempre preferência aos alimentos em sua forma mais natural possível.

 

UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: para crianças que tem alergia, seja de leite de vaca, soja, ovo entre outros, uma mínima quantidade do alimento já desencadeia uma série de sintomas que você não terá de lidar, portanto, nunca, nunca ofereça nada sem perguntar para a mãe ou responsável antes. Mesmo que o alimento lhe pareça inocente, podem conter traços de leite, soja etc, e provocar diarreias, vômitos, manchas no corpo durante dias…

 

Imagem do site: http://revigoranca.blogspot.com.br/2011/12/quer-saber-pronto-falei.html
Imagem do site: http://revigoranca.blogspot.com.br/2011/12/quer-saber-pronto-falei.html

Autora: Karen Dykstra Carmona

 

Referências:

 Alimentação infantil: Cartilha de orientação aos pais. Prefeitura Municipal de Curitiba. Outubro de 2007.

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Todo mundo já pra mesa!

Imagem do site: thamaracancilieri.blogspot.com
Imagem do site: thamaracancilieri.blogspot.com

O post de hoje é alerta para aquelas famílias (a minha inclusive) que permite muitas vezes que a televisão, ipad, iphone (entre outras distrações) sejam os convidados principais da nossa mesa.

Tenho refletido bastante sobre isso, e também na comodidade de ter nossos pequenos fascinados olhando para as telinhas enquanto enfiamo-lhes  a comida goela abaixo… É mais fácil assim, sem resistências, enfim silêncio à mesa. Mas como isso irá influenciar suas vidas?  Já falamos um pouco sobre isso no post “Mastigue e… emagreça?”, mas eu gostaria de reforçar a importância de construir um hábito de alimentação correto, para ser levado para toda a vida. E ainda sair lucrando: estreitando os laços familiares!!

Imagem do site: www.superfluous.com.br
Imagem do site: http://www.superfluous.com.br

A falta de atenção no que se come, e em quanto se come influencia diretamente no nosso peso e das nossas crianças. Observem na rua, como os brasileiros há algum tempo estão mais fofinhos… (e não entenda o fofinhos como um elogio!).  Também não quero, de forma alguma, fazer apologia aos anoréxicos de plantão.  Minha intenção é quebrar o ciclo. Comer demais porque o cérebro está distraído com tanto estímulo que não seja o cheiro e gosto da comida… Saboreie a comida e curta a companhia!

familia comendo

É importante também considerar o “comportamento espelho”- toda criança imita aqueles em que confia e que admira. Por isso a importância de dar o exemplo: tanto nas escolhas dos alimentos quanto a sua postura na mesa. Não espere que a criança fique tranquila comendo brócolis enquanto você checa seu email ou as curtidas do facebook comendo batata frita…

Achei inspirador e cito aqui um parágrafo escrito por uma colega de profissão Claudia Lobo: “somos aquilo que está em nosso sangue, e o que está em nosso sangue é o que comemos. Pense em tudo que uma boa alimentação e uma nutrição eficiente de todas as células de seu corpo podem lhe dar.  Pense numa pele perfeita, lisa, hidratada, firme e sem manchas, com brilho e elasticidade. Pense em cabelos saudáveis, sedosos e reluzentes.  Pense em unhas fortes e brilhantes, em olhos vivos e radiantes, sorriso limpo e cintilante. Pense em todas aquelas “ites”- sinusite, bronquite, gastrite, faringite, rinite etc. – como coisas do passado. Pense na possibilidade de ter mais disposição, vitalidade, bom humor e alegria. Pense em sono tranquilo, beleza, aparência mais jovem, ter a balança como amiga. Pense em saúde e longevidade. Pensou?”.

 

Que tal investir numa mudança de hábito alimentar para beneficiar você e sua família?

Aqui em casa essa mudança começa hoje! Rs 

sem wifi

Autora: Karen Dykstra Carmona

 

 

Referencia:

LOBO, C. Comida de Criança: Ajude seu filho a se alimentar bem sempre. São Paulo: MG Editores, 2010.

Dicas para a introdução de alimentos!!

Imagem do site: http://www.ndig.com.br

Tenho observado bastante insegurança das mães quando o assunto é a introdução de alimentos. Muitos materiais disponíveis com posicionamentos diferentes relacionadas ao assunto. Decidi colocar no blog uma sugestão de introdução alimentar, baseada nos meus conhecimentos de nutrição e também de mãe.

Bem, como começar?

Imagem do site: vounasceroutravez.blogspot.com

Comece com um sorriso!!! Deixe de lado sua ansiedade, pois você está prestes a ensinar o bebê a comer e experimentar alimentos sólidos, um dos grandes prazeres da vida. Transforme toda refeição em uma experiência prazerosa para vocês dois.

A oferta de alimentos deve ser de forma lenta e gradual. Essa fase não significa que o desmame deva ocorrer. Inicialmente, ofereça suco (em torno de 60ml)  de fruta sem adicionar açúcar, 1 vez por dia durante 1 semana.  As frutas permitidas devem ser pouco ácidas: laranja lima, melão, pêra, mamão papaya. Logo que a criança passe a aceitar o suco, faça também as combinações de laranja lima com mamão papaya, laranja lima com cenoura…

Na segunda semana, comece a oferecer o suco pela manhã e fruta amassada a tarde.  A quantidade inicial de fruta amassada fica em 1-2 colheres de sopa. É importante somente amassar a fruta, para que o bebê vá se acostumando com novas texturas e treinando para os alimentos mais sólidos.  Frutas para serem oferecidas: pêra e maçã raspadas, banana prata, mamão papaya, melão e etc. Evite frutas muito acidas e duras. Na terceira semana, a combinação de frutas amassadas pode ser feita. Lembre-se sempre de variar… não ofereça sempre a mesma fruta.

Imagem do site http://www.iplay.com.br

Não dê importância para o quanto a criança come na primeira ou segunda semana, pois ela continua a retirar os nutrientes de que precisa do leite. É importante criar uma rotina e o melhor momento para oferecer o suco ou fruta é no intervalo de uma mamada e outra, assim o bebê não estará inapetente ou com muita fome a ponto de recusar a abrir a boca.

Se o bebê já se adaptou as frutas, está na hora de inserir a papa salgada. Na quarta semana faça a  introdução da papa na hora do almoço, para que não hajam problemas com gases durante a noite.

Imagem do site: horizontepleno2.blogspot.com

Inicie a oferta da papa salgada com um alimento por vez. Exemplo: Purê de cenoura por 2 dias. Verifique se há reação (diarréia, urticária, ou algum sinal de alergia). Caso esteja tudo ok, ofereça cenoura+batata. Observe. Depois, cenoura + batata + frango. Com o tempo, tente variar as cores e tipos de alimentos (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas e legumes), e também as proteínas animais (ovo – veja sobre o ovo no nosso blog, frango, carne e peixe).  É importante que se inclua a carne desde o início para garantir o ferro de boa biodisponibilidade.

Aos 6 meses

1a. Semana – Leite materno, suco de fruta pela manhã, continuar amamentando normalmente nos demais horários.

2a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno,  papa de fruta a tarde,  continuar amamentando nos demais horários.

3a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno, papa de fruta (misturar frutas), leite materno nos demais horários.

4a. Semana – leite materno, suco de fruta pela manhã, papa salgada para almoço, papa de fruta, leite nos demais horários.

Oferecer o peito logo após os alimentos em papa não deve ser uma regra, mas uma alternativa quando a criança aceita pouco o alimento oferecido.


Com 7 meses, a alimentação da criança já pode ter 2 papas salgadas (almoço e jantar) e duas papas de frutas.

A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.

Não bata os alimentos no liquidificador, pois a mastigação da criança deve ser estimulada e com a ingestão de alimentos “líquidos” isso não acontece.

 

Para garantir a alimentação saudável do seu bebê:

Imagem do site: ricardopolegar.blogspot.com
  •  Utilize o mínimo de sal (se pra você estiver “bom de sal” provavelmente já está muito salgado para o bebê).
  • Não adicione açúcar nos sucos e frutas. Suco industrializado não deve ser oferecido.
  • Também não utilize enlatados,  frituras, refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida!

Autora: Karen Dykstra  Carmona

 

Referências:

– VITOLO, M. R. Nutrição – Da gestação à Adolescência. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003.

– KARMEL, A. O Livro Essencial da Alimentação Infantil. São Paulo: Publifolha, 2010.

– WARDLEY, B.; MORE, J. O grande livro de receitas: Comidas para bebês e Crianças: 365 pratos deliciosos para todas as ocasiões. São Paulo: Publifolha, 2009.

 

 

É alergia! Certeza?

ALERGIA ALIMENTAR X INTOLERÂNCIA ALIMENTAR

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A alergia alimentar ou (hipersensibilidade alimentar) é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares. Sempre envolve um mecanismo imunológico, expressando-se através de sintomas muito diversos. A alergia alimentar é, simplificando ao máximo, uma resposta exagerada do organismo à determinada substância presente nos alimentos. As alergias alimentares podem expressar-se como urticárias, dermatites, rinites, sinusites, asma, e até quadros graves como edema de glote e anafilaxia.

Os alimentos mais envolvidos nas alergias: ovo, peixe, farinha de trigo, leite de vaca, soja e crustáceos. As reações graves (anafiláticas) estão, na maior parte das vezes, relacionadas à ingestão de crustáceos, leite de vaca, amendoim, e nozes. O chocolate raramente causa alergia, quando isto acontece, torna-se necessário pesquisar alergia ao leite de vaca ou à soja, usados em sua fabricação.

Os fatores mais envolvidos na alergia alimentares: histórico de alergia na família (a chance dobra se um dos pais tem alergia), a capacidade de certos alimentos de produzir alergia, permeabilidade do sistema digestivo ou falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrointestinal.

A alergia alimentar por leite de vaca, ovo, trigo e soja desaparecem, geralmente, na infância ao contrário da alergia a amendoim, nozes e frutos do mar que podem ser mais duradouras e algumas vezes por toda a vida.

ALERGIA ALIMENTAR IMEDIATA
SINTOMAS MODERADOS:

Em geral, as reações afetam a pele, o sistema respiratório e o intestino.

Consulte um médico.

–       Rubor, urticária ou irritação vermelha ao redor da boca, língua ou olhos. Pode se espalhar pelo corpo todo.

–       Inchaço moderado, principalmente dos lábios, olhos e rosto.

–       Nariz entupido ou escorrendo, espirros e olhos lacrimejantes.

–       Náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia.

–       Irritação ou coceira na garganta e no interior da boca.

SINTOMAS GRAVES (anafilaxia)

Quadro de emergência – BUSQUE SOCORRO.

–       Peito chiado ou dificuldade de respirar.

–       Inchaço da boca e da garganta, bloqueando as vias aéreas. Reconhecido pela respiração ruidosa (especialmente ao inspirar) tosse e alteração no choro ou na voz do bebê (se este for caso).

–       Prostração, desarticulação e desmaio.

 

ALERGIA ALIMENTAR TARDIA
Sintomas incluem:

–       Dermatite tópica.

–       Refluxo.

–       Retardo no crescimento infantil.

–       Inchaço do intestino delgado.

–       Constipação e/ou diarréia.

–       Dor abdominal ao levar o joelho ao peito.

–       Irritação e choro contínuo (bebês e crianças).

A intolerância alimentar é causada pela deficiência ou ausência de alguma enzima digestiva. O exemplo mais comum é a intolerância ao leite de vaca, quando o organismo não produz quantidades suficientes da enzima lactase para a metabolização do açúcar do leite, a lactose. Outro exemplo é a doença celíaca, onde uma pessoa tem uma reação adversa glúten.

Os sintomas são, em sua maioria, gastrintestinais, como náuseas e diarréias, embora sintomas sistêmicos (no corpo todo) possam aparecer em virtude da deterioração da saúde intestinal.

As intolerâncias alimentares, também podem ser confundidos com outros distúrbios digestivos que pode produzir sintomas semelhantes, como a doença inflamatória intestinal, obstrução gastrointestinal ou síndrome do intestino irritável.

Mas como tratar essas alterações? Primeiro é preciso saber a qual tipo de alimento você é alérgico ou tem intolerância.

E como fazer? É simples, existem exames (cutâneos, de sangue e provocação oral) específicos que podem identificar a qual (is) alimento (s) uma pessoa pode ter alergia ou intolerância.

Caso isso não seja possível, o ideal é fazer uma “dieta de exclusão”, onde se exclui da dieta todo alimento que possa estar causando essas reações. Após um período pré-determinado de exclusão, o possível alimento alergênico deve ser reintroduzido para que se possa fazer uma avaliação da ocorrência de qualquer tipo de reação alérgica ou intolerância.

CURIOSIDADE: Os testes de provocação oral garante com mais exatidão o diagnóstico de alergia alimentar. Ele consiste em oferecer o alimento e/ou placebo em doses crescentes e regulares, sob supervisão médica, com o monitoramento concomitante das possíveis reações clinicas.

Uma vez estabelecido o diagnóstico de alergia alimentar, a única terapia comprovadamente eficaz é a exclusão do alérgeno. O paciente e toda a família, devem ser educados e informados detalhadamente sobre como garantir de fato a exclusão do alérgeno alimentar (p. ex: leitura de rótulos), evitar situações de risco (p. ex: alimentação em aniversários, festas e buffets), reconhecer os sintomas e instituir o tratamento precoce de possíveis reações anafiláticas. O tratamento medicamentoso pode ser realizado com várias drogas.

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http://www.data4good.com.br/tag/alergia-alimentar/

Autoras: Iolande Aardoom e Karen Dykstra Carmona

Referências:

PASCHOAL, V.; NAVES A.; FONSECA, A.B.P.B.L. Nutrição Clinica Funcional: dos princípios à prática clínica. São Paulo. Editora Valéria Paschoal Ltda., 2007

KARMEL, A. O livro Essencial da Alimentação Infantil. Tradução Elenice Barbosa de Araujo. Sao Paulo: Publifolha, 2010.

WEFFORT , V.S. Alergia Alimentar. Disponível em: http://www.somape.com.br/ALERGIA%20%20ALIMENTAR%202010.pdf. Acesso em: 22 de maio de 2014.

Imagem:

– www.bambuchuveroso.com.br

Por que o plástico (BPA) e o micro-ondas me incomodam?

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Na busca de um copo de transição mais apropriado para meu filho passei algumas horas numa loja de produtos infantis,  examinando o rótulo deles… Gostaria de algo prático, que pudesse ser colocado diretamente no micro-ondas para aquecer o leite. Para minha surpresa, a maioria deles NÃO PODE SER LEVADO AO MICRO-ONDAS, inclusive MAMADEIRAS.

Claro que atualmente o selo BPA free deve ser essencial no momento da escolha, mas sempre relacionei essa informação com a  possibilidade de colocar o copo/mamadeira no micro-ondas… E lá se foram 2 anos esquentando a mamadeira diretamente no micro-ondas. Aff!

No site da Nuk (http://www.nuk.com.br/faq.asp) por exemplo, não há indicação de nenhum produto (BPA free) da marca para uso direto no micro-ondas, tampouco na maquina de lavar louças… “…com mamadeiras de plásticos (PP) há o risco de que o material seja afetado ou ainda seja deformado”.

Voltando a minha pesquisa na loja… encontrei somente 1 copo que permitia o uso no micro-ondas. Origem tailandesa (ou algo do tipo) e sem o selo do Inmetro… Achei meio duvidoso e preferi comprar marca conhecida e adaptar nossa rotina, aquecendo o leite no micro-ondas em jarra de vidro!

Bem, para esclarecer o tal BPA free… é uma substância usada na produção de policarbonato (plástico) e em vernizes epóxi, que proporciona transparência, resistência mecânica e resistência a altas temperaturas. E por este motivo, o policarbonato era utilizado para a fabricação de mamadeiras e copos infantis. Atualmente ainda é utilizado para garrafões retornáveis (20 litros) de água mineral, além de outras embalagens e utensílios. O Bisfenol A (BPA) está presente, também, em revestimento de latas de molhos e conservas.

A preocupação com a migração do material para o alimento surgiu com alguns estudos de toxicidade sobre desenvolvimento e sobre reprodução mas que somente apresentam problemas em doses elevadas, quando apresentam; alguns poucos estudos mostraram associação de desfechos emergentes (como desenvolvimento neurológico específico ao sexo, ansiedade, mudanças pré-neoplásicas nas glândulas mamárias e próstata de ratos e parâmetros visuais do esperma) com doses mais baixas de BPA. Segundo os especialistas, devido à considerável incerteza relacionada com a validade e relevância destas observações referentes a baixas doses de BPA seria prematuro afirmar que estas avaliações fornecem uma estimativa realista do risco à saúde humana. No entanto, estes resultados devem orientar estudos a fim de reduzir as incertezas existentes.

“Por precaução, alguns países, inclusive o Brasil, optaram por proibir a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A, considerando a maior exposição e susceptibilidade dos indivíduos usuários deste produto. Esta proibição está vigente desde janeiro de 2012 e foi feita por meio da Resolução RDC n. 41/2011. Assim, mamadeiras em policarbonato não podem ser comercializadas no Brasil” (ANVISA).

DICA:

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Para identificar se um plástico contém em sua composição o Bisfenol A, verifique a embalagem, geralmente no fundo, onde aparece a sua composição, o símbolo de reciclagem e um número (de 3, 6 e 7 –  são os plásticos com maior probabilidade de liberarem substancias nos alimentos e líquidos quando aquecidos). Neste caso, evite aquecer o alimento ou liquido neste recipiente… prefira sempre o vidro!!

O plástico está tão presente na nossa rotina (garrafas de sucos e refris, potes de armazenamento, copos e pratos para festa, talheres e etc…) que quando puder evitar o contato, especialmente  das crianças… faça isso!!

Autora: Karen Dykstra Carmona

 

 

–       Fonte: Site da ANVISA: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home/alimentos/!ut/p/c4/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hnd0cPE3MfAwMDMydnA093Uz8z00B_A3cvA_2CbEdFADQgSKI!/?1dmy&urile=wcm%3Apath%3A/anvisa+portal/anvisa/inicio/alimentos/publicacao+alimentos/bisfenol+a. Acesso: 20 de maio de 2014.

– Imagens:

1) Blog Tabernaculonet. Disponível em: www.tabernaculonet.com.br. Acesso em: 20 de maio de 2014.

2) Bisfenol A, el enemigo que guarda tu comida. Ana Munix. Disponível em: <megustaestarbien.com>. Acesso: 20 de maio de 2014.

A introdução do ovo na alimentação infantil!

 

ovo

Os ovos podem ser dados a partir dos 6 meses de idade e devem estar completamente cozidos para evitar uma intoxicação alimentar.  Deve-se, porém, inicialmente, ofertar a gema na papa e observar se aparecem sintomas de alergia. Caso não note alterações no bebê (inchaço, urticária, diarreia, náuseas, vômitos, etc), introduza também a clara do ovo em outra ocasião. A alergia ao ovo é menos frequente do que se pensa, porém havendo histórico familiar de alergias ou dermatite atópica é mais propenso que a criança também tenha. Para eliminar as suspeitas, ofereça o ovo por 2-3 dias consecutivos, e observe se aparece algum sintoma.

cozido

Faça a introdução gradual da gema – na primeira vez ofereça apenas 1/4 da gema. Na segunda vez, meia gema e na terceira vez, a gema inteira. Depois,  o ovo inteiro.

O consumo de ovo não deve superar a 3 unidades por semana e não deve ser acompanhada de qualquer proteína animal.

Leia mais sobre ovos no nosso post “O Ovo Nosso de cada dia”.

Autoras: Karen Dykstra Carmona & Iolande Aardoom

 

Fonte:

KARMEL, A. O Livro Essencial da Alimentação Infantil. Receitas deliciosas e respostas para as duvidas mais comuns. Tradução: Elenice B. Araújo. São Paulo: PubliFolha, 2010.