Comer tudo LIGHT vale à pena?

Verão chegando… e começa a corrida contra o relógio atrás de um corpo “sarado”…..dietas das mais loucas possíveis estão válidas…..pra ter um efeito super rápido claro!!

Carrinhos de supermercado cheios de produtos “Light”, que em português quer dizer “leve”, são os mais indicados para se inserir numa dieta de emagrecimento com redução calórica??

 Mas o que é exatamente alimento light??? A denominação light se refere a uma “redução” de no mínimo 25% de CALORIAS ou de ALGUM NUTRIENTE, que pode ser açúcar (sacarose), gordura total ou trans, sal (sódio). A expressão light nas embalagens dos alimentos não necessariamente significa que o produto é reduzido em gordura. Fique atento à tabela de informação nutricional. A característica que o define como light é possuir um benefício adicional em relação ao produto original. Muitos produtos conferiam a nomenclatura “Light” somente para fazer propaganda e, em muitos casos, supervalorizavam o valor de sua venda, sem na verdade agregar benefício adicional.

Assim, para ser usada “light” no rótulo de algum alimento, sua composição deve atender aos requisitos estabelecidos na Resolução RDC n. 54/2012 para uso da Informação Nutricional Complementar comparativa “reduzido” em determinado nutriente, exemplo: reduzido em valor energético, açúcares, gorduras totais, gorduras saturadas, colesterol e sódio. Então, uma pessoa obesa, que precisa perder peso, deve optar por produtos light com baixos teores de gorduras e açúcares.

 Mas importante lembrar que consumo diário de alimentos light industrializados não é uma boa opção, pois para que ele seja light, foi retirado algum ingrediente da sua composição, alterando seu sabor. Para ajustar o sabor é adicionado outros produtos para que possa ficar “similar” ao produto original. Por exemplo: Um iogurte light pode ter menos calorias, mas tem mais soro de leite do que leite propriamente dito e ainda são usados espessantes, corantes e outros aditivos industrializados.

Refrigerante Diet, apesar de não ter açúcar em sua fórmula, fica doce devido ao aspartame, substância comumente associada a problemas como dor de cabeça, fadiga, ansiedade e compulsão por comida. ALERTA: refrigerantes diet e light podem ter um aumento de sódio em sua composição.

 ALIMENTO DIET:

É aquele produzido industrialmente e que apresenta ausência ou quantidades bem reduzidas de determinados nutrientes (carboidratos, açúcar, sal, lactose, gordura). Nem sempre os alimentos diet apresentam baixas calorias, por exemplo, o chocolate, ele pode não conter nada de açúcar, mas possui uma quantidade maior de gorduras. Alimento diet é criado para indivíduos com alguma patologia, como diabetes, Hipertensão, triglicerídeos…..que devem seguir uma dieta baseada na ”restrição” ou “redução” de um determinado nutriente.

 Você quer emagrecer e ter aquele corpo tão desejado para o verão?? Que tal modificar seus hábitos alimentares? O ideal é adequar alimentos saudáveis que hidratam, nutrem e facilitam a digestão. Isso porque o consumo de alimentos gordurosos e muito calóricos dificulta a digestão, comprometendo parte da nossa energia.

  • Frutas, verduras e legumes estão liberados e devem fazer parte de todas as refeições.
  • Peixes e frango são ótimas opções nessa época – evite o consumo de carne vermelha.
  • Cereais, grãos e alimentos integrais também devem fazer parte do cardápio!
  • A ingestão de líquidos deve aumentar também, sucos naturais são uma boa opção embora calórica, portanto, prefira comer a fruta.
  • Se preferir um sorvete ou picolé para refrescar, opte por produtos à base de frutas.
  • Os laticínios também são ricos em vitaminas, opte por queijos brancos, iogurtes naturais (faça em casa, veja: como fazer iogurte natural).
  • Evite refeições pesadas, frituras, queijos gordurosos e produtos à base de creme de leite.

E para finalizar….Movimente-se!! Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!

Imagem do site: http://www.ibirapuera.br

Autora: Iolande A. S. Aardoom

Referências

Consumo e Saúde Alimentos diet e light – entenda a diferença. Disponível em http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/8aa13280428f1f79950ad71bb0036de1/Consumo+e+Sa%C3%BAde+n+33+Alimentos+diet+e+light++entenda+a+diferen%C3%A7a+REVISADO+%C3%81REA+T%C3%89CNICA+13-01.pdf?MOD=AJPERES

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Qual é o melhor óleo para fritura?

No post sobre “Frituras – Saiba Mais” falamos um pouco sobre os óleos, sua degradação e conservação. Neste post, gostaria de descrever sobre qual o óleo mais indicado para fazer a fritura, e claro, qual não é indicado para tal processo.

batata frita

 O que precisamos esclarecer primeiro é que cada óleo tem um ponto de fumaça diferente. Ficou na dúvida o que é ponto de fumaça?

gordura

 O ponto de fumaça é quando o óleo ou gordura atinge uma temperatura onde o glicerol (ou glicerina) se quebra e forma a acroleína – substancia essa muito irritante para a garganta e olhos. Já aconteceu de esquentar demais o óleo e ele começar a fumegar?? Então, esse é o ponto de fumaça. As partículas carbonizadas do óleo assaltarão suas papilas gustativas com um sabor queimado e suas narinas com cheiro acre.

OBSERVAÇÃO: alguns estudos apontam ligação entre a acroleína e alguns tipos de câncer.

 Para realizar as frituras, o critério de escolha do óleo deve ser o ponto de fumaça, o qual deve ser alto. Quanto mais alto o ponto de fumaça, menor a degradação do óleo durante o processo de fritura. A temperatura ideal para a fritura por imersão é de 180oC a 190oC e a maioria dos óleos vegetais tem ponto de fumaça mais alto que isso.   Infelizmente nem sempre contamos com o termômetro para controlar a temperatura do óleo e as variações que ocorrem durante a fritura que podem favorecer a degradação do óleo.

fritura 2

Vale ressaltar que a reutilização do óleo é desaconselhável, uma vez que o processo de degradação do óleo acontece quando é exposto a temperaturas elevadas e restos de comida mudam o seu ponto de fumaça.

fritura 1

Na minha opinião, o óleo de soja por ter um ponto de fumaça mais alto e o custo acessível é a melhor opção. O óleo de algodão e amendoim, por terem sabor particular e custo elevado já não estariam na minha lista de opções. Óleo de milho tem de controlar bem a temperatura (mais baixa) pois pode parecer um vulcão ativo na sua panela, lava (oleosa) por todo o fogão… Tive essa experiência e nunca mais! Azeite de oliva é indicado para a finalização de pratos e temperar saladas, uma vez que em altas temperaturas deixa de ser monoinsaturado. Margarina e manteiga não são indicadas para frituras pois tem o ponto de fumaça mais baixo!

 Tabela com faixas aproximadas do ponto de fumaça em alguns óleos de cozinha de acordo com o Instituto de Gorduras e Óleos Comestiveis Norte-Americano:

Oleo de soja 240oC
Óleo de girassol 227oC a 232oC
Óleo de canola 224oC a 233oC
Óleo de algodão 218oC a 227oC
Oleo de amendoim 216oC a 221oC
Óleo de milho 204oC a 213oC
Azeite de oliva 175oC
Margarina 150oC
Manteiga 110oC

Bom, espero que esse post tenha sido suficientemente esclarecedor! Em caso de duvidas, entre em contato conosco!!!!

 Autora: Karen Dykstra Carmona

Referências:

 MENDONÇA, M. Efeito do binômio tempo/temperatura sobre a fração lipídica de óleos vegetais sumetidos a processos de fritura. Disponível em: <http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4013>. Acesso em: 20 de novembro de 2014.

WOLKE, R. L. O que Einstein disse a seu cozinheiro. Traducao: Helena Londres. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

ENIG, M. ; FALLON, S. A Verdade Sobre a Gordura Saturada: [The Truth About Saturated Fat]. Tradução: Odi Melo. Disponível em: < http://www.infocaps.com.br/artigos/estudos-cientificos/conheca-a-verdade-sobre-a-gordura-saturada!>. Acesso em: 20 de novembro de 2014.

Bebida láctea X Iogurte X Iogurte Grego

A pedidos, venho tentar esclarecer a diferença entre BEBIDA LÁCTEA, IOGURTE e IOGURTE GREGO.

BEBIDA LÁCTEA: não é iogurte. É um produto fabricado a partir da mistura de leite e soro de leite (subproduto da produção de queijos). Pode ter outros ingredientes como suco de frutas em sua composição, mas precisa obrigatoriamente ter 51% de base láctea. A bebida fica mais rala, menos cremosa e um pouco menos nutritiva também. As bebidas lácteas podem ou não serem fermentadas por microrganismos vivos.

Atualizados recentemente11

Antes de acreditar que este alimento seja a melhor opção para uma criança, considere o que é adicionado na sua composição: açúcar, corantes, aromatizantes e estabilizantes… Segue exemplo da composição da bebida láctea:

“Leite integral e/ou leite integral reconstituído, xarope de açúcar, preparado de fruta (água, frutose, polpa de morango, amido modificado, espessante goma xantana, aromatizante, acidulante ácido cítrico, conservador sorbato de potássio e corante artificial azorrubina), amido modificado e fermento lácteo. Contém glúten. Pode conter traços de castanha de caju”.

Oi? Só isso?? Que tal aderir a #CampanhaContraAditivos e bater iogurte natural (de preferencia feito por você) com uma fruta da época no liquidificador??

IOGURTE

O iogurte é uma forma de leite, consistente, em que o açúcar (a lactose) foi transfomado em ácido láctico, por fermentação bacteriana. É levemente ácido, e é rico em proteínas, cálcio, fosforo, vitaminas e carboidratos.

O produto pode ser adicionado ou nao de outras substancias alimentícias: frutas, adoçantes e gomas espessantes.

Caso tenha tempo de analisar rótulos nos supermercados, verifique a composição deles. Procure as versões mais naturais possíveis (sem sabor, sem adoçante) pois tem menor quantidade de aditivos/corantes/aromatizantes.

 iogurte 1

Exemplo de ingredientes utilizados no preparo do iogurte integral adoçado comercial: Leite integral e/ou leite integral reconstituído, açúcar líquido, leite em pó desnatado, amido modificado, frutose, fermento lácteo e estabilizante pectina. Contém glúten. Pode conter traços de castanha de caju.

Se for para escolher o iogurte, leia no rótulo e escolha a opção mais natural possível.

iogurte 2

O consumo de iogurte traz benefícios como:

  • facilitar a ação das proteínas e enzimas digestivas no organismo humano
  • facilita a absorção de cálcio, fosforo e ferro
  • fonte de galactose (importante na síntese de tecidos nervosos e cerebrosideos em crianças)
  • é uma forma indireta de consumir leite (Ferreira et al apud in Ramos, et al.)
  • regula o sistema imunológico.
  • Favorece o crescimento de bactérias benéficas no intestino, além de regula-lo.

iogurte com banana

Cresci com minha mãe fazendo iogurte caseiro. Rendia muito e isso sim podia ser chamado de iogurte (sem adição de espessantes, estabilizantes e etc…). Sabor completamente diferente dos iogurtes comerciais (MUITO MELHOR!!). Caso decida se aventurar na cozinha fazendo o seu próprio iogurte: : 3 litros de leite de pacote (integral), + 1 copo de iogurte integral. Ferva o leite. Deixe esfriar até uma temperatura de 42o. C (utilize um termômetro ou insira seu dedo higienizado no leite – se aguentar a temperatura por 10s está bom). Adicione 1 copo de iogurte integral (há marcas que não dão muito certo). Tampe bem o recipiente e deixe por 8-12h em temperatura ambiente. Geralmente fazemos o iogurte no final do dia e pela manhã colocamos na geladeira.

Para a versão “grega”, utilize um pano de algodão e uma peneira grande para colocar o pano: despeje o iogurte no pano e deixe por algumas horas, até o iogurte perder parte do soro e adquirir consistência mais firme e cremosa. Voilá!!

iogurte grego 2

Curiosidade:

Para pessoas intolerantes a lactose: a tolerância a produtos lácteos pode ser melhorada com o consumo de produtos fermentados como o iogurte devido ao fato do teor de lactose ser menor – a lactose decresce de 20 a 30%

IOGURTE GREGO: leite fermentado com consistência suave e encorpada, devido as mudanças ocorridas na tecnologia, como adição de leite em pó e a utilização da técnica de dessoragem. Isso contribui aumentando a concentração de proteínas, gorduras e outros constituintes de natureza solida.

Apesar de ser uma delicia, deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevada quantidade de gordura saturada. Dê preferencia para as versões light/zero para diminuir a ingestão de calorias.

Segue lista de ingredientes do iogurte grego da Danone:

“Leite integral e/ou leite integral reconstituído, açúcar, leite em pó desnatado, creme, preparado de mel (água, frutose, mel, amido, aromatizantes, conservador sorbato de potássio, espessante goma guar e goma xantana, acidulante ácido cítrico), amido modificado, frutose, fermento lácteo, proteínas lácteas, estabilizantes gelatina e pectina. Contém glúten. Pode conter traços de castanha de caju”.

Incluir o iogurte na sua rotina pode trazer muitos beneficios para a sua saúde!!!

Autora: Karen Dykstra Carmona

Referencia

RAMOS, T.M.; GAJO, A.A.; PINTO, S.M.; ABREU, L.R.; PINHEIRO, A.C. Perfil de textura de Labneh (iogurte grego). Disponível em: <file:///Users/karencarmona/Downloads/85-172-1-SM.pdf>. Acesso em: 13 de novembro de 2014.

LOBO, C. Comida de Criança: ajude seu filho a se alimentar bem sempre. São Paulo: MG Editores, 2010.

Composição dos iogurtes e bebidas lácteas: http://www.danone.com.br/nossas-marcas/.

CONSERVANTES

Há alguns dias vi um post compartilhado por uma amiga nutricionista que me fez lembrar porque odeio amar panetones! rs Chega o final do ano, aqueles panetones  e chocotones deliciosos a venda nos mercados com seus prazos de validade praticamente indeterminados. Convenhamos, 3 meses de vida de prateleira para uma massa de “pão doce com frutas secas” deve ser encarado como um alerta! Pense no absurdo de conservantes e estabilizantes necessários para garantir a “qualidade” do produto até o vencimento?

E não são apenas os panetones que merecem nossa atenção… qualquer bolo e pão industrializado requer uma quantidade grande de conservantes/estabilizantes. Opte por versões mais naturais e “caseiras”, especialmente se oferecer para as crianças. Esses bolos de pacotinho são péssimas opções para lanche das crianças na escola: rico em açúcar, gorduras trans e conservantes, aromatizantes artificiais. Prefira o panetone da panificadora do que as tradicionais industrializadas de caixinha. Melhor ainda, faça o seu próprio panetone #Campanhacontraaditivos. Vou tentar algumas receitas em casa: aceito receitas e dicas. Compartilharei quando o teste der certo! rs

Enfim, feliz, porém triste que a época de panetones finalmente chegou! rs Então vamos colocar a mão na massa, literalmente??

Imagem do site: http://www.ruadoalecrim.com.br

Autora: Karen Dykstra Carmona

FRITURAS – Saiba mais

deep-fried-food

Há muito tempo se sabe que fritura não é exatamente uma forma saudável de se preparar um alimento. A começar que a quantidade de calorias TRIPLICA quando o alimento é frito, comparando-se com a versão cozida/grelhada. Mas sim, os óleos também cumprem um papel essencial na nossa alimentação, por exemplo, ao fornecer vitaminas lipossolúveis, ácidos graxos essenciais e formar os hormônios esteróides.

oleos

Mas a ingestão de determinados tipos de gordura pode se tornar perigosa, pois no processo de fritura os óleos são expostos a vários fatores que levam a reações químicas indesejáveis (hidrolise, oxidação, polimerização dos ácidos graxos e muitos outros).

A escolha pela fritura acontece principalmente por ser uma alternativa de preparação rápida, de baixo custo e que confere aos alimentos fritos, características organolépticas (cor, sabor, odor e textura) muito agradáveis.

 A qualidade da fritura pode ser afetada pelo tipo de óleo empregado, pela natureza do alimento e as condições desse processo. Além disso, o aquecimento de óleos altera física e quimicamente o óleo e levam a formação de compostos que podem prejudicar a saúde do consumidor.

Os óleos não devem ser reutilizados varias vezes nas frituras, pois as reações químicas diminuem a concentração de ácidos graxos poli-insaturados, tornando o óleo TRANS. Os ácidos graxos TRANS são responsáveis por diminuir o HDL (bom colesterol) e aumentar o LDL (mau colesterol), além de implicar em outros fatores que podem levar a doenças, principalmente cardiovasculares.

 Aquecer o óleo numa temperatura superior a 180o.C promove a liberação de fumaça –esta fumaça indica que o óleo esta sendo degradado e não deve mais ser utilizado para fritura de produtos alimentícios. Quando a fritura produz muita fumaça, o aroma e sabor e a aparência do alimento ficam comprometidos. O alimento passa a apresentar excesso de óleo absorvido e o centro do alimento não fica completamente cozido.

 Além do ponto de fumaça, ocorrem outras mudanças físicas, como formação de espuma, aumento da viscosidade e escurecimento.

 Principais fatores envolvidos na degradação do óleo durante a fritura:

  • Tempo – Um tempo de aquecimento longo se traduz em aumento do nível de alteração com formação de diferentes compostos, seguido por uma estabilidade desses elementos. Mesmo um período curto de aquecimento já é prejudicial ao óleo e à gordura.
  • temperatura de fritura – quanto mais alta a temperatura, mais rápido chega ao ponto de fumaça – improprio para uso
  • relação superfície/volume do óleo – a decomposição de óleos e gorduras pode ser diminuída se o processo de fritura for realizado com pequena quantidade de óleo ou de gordura, em recipientes altos e estreitos, diminuindo-se, portanto, o contato desse óleo ou gordura com o oxigênio
  • tipo de aquecimento.
  • tipo de óleo.
  • adição de óleo novo.
  • natureza e quantidade do alimento frito – quando os alimentos são empanados ou de origem animal (peixe, frango), partículas da superfície podem se desprender para o óleo e serem queimadas, escurecendo o óleo e conferindo sabores e aromas desagradáveis. Alimentos que contem ovo na preparação podem formar espuma por solubilizarem a lecitina. A fritura é bastante apropriada para alimentos de origem vegetal ricos em amido (batata, aipim), uma vez que eles, quando imersos no óleo aquecido formam uma crosta impermeável que retem o vapor de água, evitando a absorção de lipídios.

  • presença de contaminates metálicos e equipamento utilizado no processo de fritura – panelas de ferro e estanho não sao indicados para fritura de imersão pois sao catalizadores do processo de oxidação.
  • presença de antioxidantes nos óleos – prolongam a vida útil dos óleos.

Algumas recomendações feitas por FREIRE et al para assegurar a qualidade do óleo:

muitos alimentos fritos

1- Não permita que o óleo atinja temperatura superior a 180o.C. Se não é possível mensurar a temperatura, cuide para não haver produção de fumaça.

  1. Dar preferência pela fritura contínua, ao invés de utilizar fritadeira/frigideira/tacho por vários períodos curtos,
  2. Caso a fritadeira/frigideira/tacho não esteja sendo utilizada, mas existe a necessidade de mantê-la ligada para um uso iminente, a mesma deve estar parcialmente tampada, assim se evita o contato do óleo quente com o oxigênio do ar, pois o óleo muito quente absorve o oxigênio do ar em maior quantidade promovendo sua oxidação.
  3. Evitar completar o óleo em uso com óleo novo. É preferível descartar a sobra de um óleo já utilizado.
  4. Em intervalos de uso, o óleo deve ser armazenado em recipientes tampados e protegidos da luz, para evitar o contato com os principais catalisadores de oxidação, oxigênio e luz. Se o intervalo entre os usos for longo, além de tampado, o óleo deve ser armazenado sob refrigeração, para se aumentar a vida de prateleira.
  5. O óleo deve ser filtrado a cada término de uso. Durante a fritura dos alimentos, especialmente dos empanados, as partículas liberadas devem ser removidas.
  6. O óleo deve ser descartado quando se observar formação de espuma e fumaça durante a fritura, escurecimento intenso do óleo e do alimento e percepção de odor e sabor não característicos. Cabe lembrar que o aspecto da fumaça é diferente do vapor naturalmente liberado.
  7. As fritadeiras/frigideiras/tachos devem possuir os cantos arredondados, ou seja, não apresentar cantos que propiciem o acúmulo de resíduos, pois o óleo polimerizado e depositado nas paredes tende a catalisar reações de degradação do óleo.
  8. As fritadeiras/frigideiras/tachos devem ser de material resistente e quimicamente inerte, ou seja, que não contamine os alimentos ou facilite a oxidação do óleo com a presença de cobre ou ferro. Devem ser descartados quando considerados danificados (riscados, amassados, descascados).
  9. O óleo não deve ser descartado na rede pública de esgoto. As donas de casa podem acondicioná-lo em sacos plásticos ou recipientes e juntá-lo ao lixo orgânico. Já para os comerciantes e lojas do tipo fast food, por descartarem uma quantidade significativa, sugere-se entrar em contato com empresas, órgãos ou entidades licenciados pelo órgão competente da área ambiental”.

panela oleo brasil

É importante ressaltar que o consumo de frituras deve ser muito esporádico, uma vez que diversas doenças (cardiovasculares, câncer, obesidade, etc) estão associadas ao consumo destes alimentos.

 Autora: Karen Dykstra Carmona

Referencias:

REIS, L. C. R., VECHIA, L. D.; RICALDE, L. A. P. S. R. Analise da saturaçãoo do óleo para fritura, em Unidade de Alimentaçao e Nutriçao de Caxias do Sul, RS. Revista Higiene Alimentear, vol. 27, no.220/221, maio/junho de 2013.

 FREIRE, P.C.M.; MANCINI, J. Filho; FERREIRA, R.A.P.C. Principais alterações físico-químicas em óleos e gorduras submetidos ao processo de fritura por imersão: regulamentação e efeitos na saúde. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732013000300010&script=sci_arttext . Acesso em 20 de outubro de 2014.

OLHA A ÁGUA-DE-COCO, MINHA GENTE!!

POR QUE O CALOR NOS FAZ TER SEDE?

sede

A sede é um sinal de desidratação. A desidratação ocorre quando o corpo perde mais água do que a água ingerida. Por vezes é acompanhada de alterações no equilíbrio dos sais minerais e eletrólitos do corpo – sobretudo alterações nas concentrações de sódio e potássio.

Os sintomas de desidratação leve são: dores de cabeça, fraqueza, tontura e fadiga, e geralmente provoca cansaço e sonolência. Eis que está explicada a minha incapacidade de trabalhar em dias muito quentes! Rs

Sintomas de desidratação moderada: secura da boa, pouco ou nenhum volume de urina, moleza, batimento cardíaco acelerado e falta de elasticidade da pele. E os sintomas de desidratação grave: sede extrema, falta de volume de urina, respiração rápida, estado mental alterado, pele fria e úmida. Neste caso, procure atendimento médico imediatamente.

O calor faz com que o nosso corpo transpire. Algumas pessoas sofrem mais com isso do que outras (infelizmente!!).

imagem do site: educacaoemdiabetes.com.br

O suor (transpiração) é o mecanismo usado pelo corpo para se resfriar em condições de calor, umidade e atividade física. A umidade pode desidratar mais do que o calor, uma vez que o suor do corpo forma gotas em vez de se evaporar, não produzindo por isso a eliminação do calor do corpo. Roupa pesada também limita a evaporação do suor, o que significa que o calor corporal não se dissipa e por isso o corpo perde ainda mais água.

Diariamente precisamos repor aproximadamente 2 a 3 litros de água uma vez que perdemos água ao respirar, urinar, defecar e transpirar.

Imagem do site: revistacrescer.globo.com

A ÁGUA DE COCO

Imagem do site: http://www.montarumnegocio.com

Uma opção interessante para enfrentar o calor e prevenir a desidratação é a ingestão de ÁGUA DE COCO.

A água de coco tem em sua composição básica: 93% de água, 5% de açucares, além de proteínas, vitaminas e sais mineirais, sendo uma bebida leve, refrescante e pouco calórica = 20 calorias/100ml. Mas atenção, não confunda pouco calórica como “liberado para consumo excessivo”!

A água de coco está super indicada para reidratação após o exercício físico. Além de reidratante, apresenta algumas vantagens em relação as bebidas a base de carboidratos e eletrólitos, sendo suficientemente adocicada, não causa náusea, não apresenta sensação de abundancia ou desordem no estomago, além de ser facilmente consumida em grande quantidade (Saat et al, 2002 apud in CARVALHO et al, 2006).

ÁGUA DE COCO IN NATURA OU ENVASADA??

Imagem dos site: http://www.uov.com.br

A água de coco IN NATURA  é a bebida não diluída e não fermentada e não foi submetida a nenhum processo físico ou químico e se destina ao consumo imediato.

A água de coco ENVASADA é obtida a partir de processos tecnológicos que preservam, tanto quanto possível, as características naturais da bebida. Podem ser feitas “correções” dos parâmetros como sólidos solúveis e acidez, podendo-se também usar ADITIVOS que prolongam a vida de prateleira. Ou seja, durante o processamento, elimina-se alguns elementos nutritivos e o altera-se o sabor da agua de coco.

A agua de coco in natura tem suas propriedades funcionais mantidas e por isso o seu consumo deve ser priorizado. Mas muita atenção na forma em que a agua de coco é extraída. Verifique as condições do local, a higiene do equipamento, o local onde os cocos estão armazenados (preocupe-se caso os cocos estejam em caixas de isopor emboloradas), o asseio do manipulador. De nada adianta tomar água de coco pensando em saúde enquanto a mesma possa ser veículo de doença (contaminado com bactérias)!

VOCÊ SABIA?

  • A água de coco verde pode ser utilizada em situações emergenciais, onde não há possibilidade de atendimento hospitalar, como fluido de hidratação intravenosa (PETROIANU et al, 2004 apud in CARVALHO et al, 2006).
  • A água de coco apresenta propriedades antioxidantes (na agua de coco IN NATURA).
  • Protege o fígado.
  • Na medicina, a agua de coco pode ser usada como conservante de órgãos a serem transplantados e como membrana para queimaduras; na veterinária, como diluente em processos de inseminação artificial; na agroindústria, como conservante de vacinas para as aves. Seus efeitos curativos devem-se, principalmente, ao magnésio.

A água de coco é uma bebida natural com inúmeras propriedades. Sempre que possível, substitua sucos, refrigerantes e bebidas alcoólicas por água de coco in natura! Um brinde a saúde!!

Autora: Karen Dykstra Carmona

Referencias:

COSTA, L.M.C.; MAIA, G.A.; COSTA, J.M.C.; FIGUEIREDO, R.W. Avaliação de água-de-coco obtida por diferentes métodos de conservação. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-70542005000600019&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 15 de outubro de 2014.

CARVALHO, J. M. et al. Água de coco: propriedades nutricionais, funcionais e processamento. Semina: Ciencias Agrárias, Londrina, v.27, n.3, p.437-452, jul./set. 2006.

CAMPANHA CONTRA ADITIVOS: FAÇA A SUA PROPRIA COMIDA!

Achei muito interessante compartilhar o que encontrei no site da proteste.org.br… A matéria que me chamou a atenção se refere às diferenças da composição de alimentos processados e daqueles feitos em casa. Foi montada uma tabela que deixou muito claro o que estamos ingerindo ao escolher uma preparação pronta (industrializada) ao invés de fazer a preparação em casa, com ingredientes frescos.

corte de ingredienteingredientes

“Tente resgatar na sua rotina o hábito de cozinhar, além de ser uma atividade prazerosa, é a melhor forma de ter controle sobre o que sua família está consumindo. Desta forma você consome um alimento de verdade e não uma mistura de aromas, realçadores de sabores, corantes e espessantes. Estes ingredientes pouco conhecidos, porém muito consumidos, são usados para deixar as comidas prontas “parecidas” com as receitas preparadas em casa”(http://www.proteste.org.br/alimentacao/nc/noticia/faca-sua-propria-comida-e-livre-se-dos-aditivos).

temperando ingredientes

Confira alguns exemplos e comparações entre estes dois tipos de alimentos:

PIPOCA

Industrializado (de micro-ondas)

Feito em casa

Milho, gordura vegetal, sal, aromatizante e realçador de sabor glutamato monossódico.

Milho, óleo e sal.

SOPA DE CARNE COM LEGUMES

Industrializado

Feito em casa

Macarrão conchinha, sal, batata purée, extrato de levedura, cenoura, gordura vegetal, alho porro, repolho, cebola, extrato de carne, alho, maltodextrina, amido, farinha de milho, louro, aipo, pimento-do-reino preta, realçadores de sabor glutamato monossódico, corante caramelo e extrato oleoso de urucum, aromatizante e acidulante ácido cítrico.

Macarrão, carne bovina, batata, cenoura, mandioquinha, orégano, azeite, cebola, alho, coentro e sal.

CALDO DE CARNE

Industrializado

Feito em casa

Sal, gordura vegetal, amido, açúcar, água, alho, cebola, extrato de carne bovina, salsa, louro, pimenta vermelha, gengibre, cúrcuma, realçadores de sabor glutamato monossódico e inosinato dissódico, corantes caramelo III e urucum e aromatizantes.

Água, músculo bovino, cebola, cenoura, salsão, alho poró, louro, alho, cebolinha, manjericão, salsa, tomate e sal.

 MOLHO PARA SALADA – Caesar Salad

Industrializado

Feito em casa

Água, óleo de soja, vinagre, açúcar, alho, sal, mostarda, xarope de glucose, soro de leite, gordura vegetal, amido modificado, cebola, salsa, leite em pó, pimenta-do-reino preta, estabilizante goma xantana, acidulante ácido lático, conservador sorbato de potássio, emulsificante mono e diglicerídeos de ácidos graxos, aromatizante, antioxidantes BHT e BHA e sequestrante EDTA cálcio dissódico.

Anchova em conserva, alho, queijo parmesão, maionese, iogurte natural, azeite e pimenta preta.

HAMBURGUER

Industrializado

Feito em casa

Carne bovina, água, gordura bovina, proteína texturizada de soja, gordura vegetal hidrogenada, maltodextrina, sal, condimentos naturais, pimenta, proteína vegetal hidrolisada, regulador de acidez lactato de sódio,

estabilizante

polifosfato de sódio, realçador de sabor glutamato monossódico, antioxidante eritorbato de sódio, corante vermelho de beterraba, aromas naturais.

Carne bovina, cebola, alho, sal, orégano e aveia.

EMPANADO DE FRANGO

Industrializado

Feito em casa

Peito de frango, farinha de trigo fortificada com ferro e ácido fólico, água, gordura vegetal, amido, farinha de arroz, proteína de soja, sal, cebola, vinagre, leite em pó integral, sal hipossódico, dextrose, dextrina, pimenta preta, aromatizantes: aromas naturais, realçadores de sabor: inosinato e guanilato dissódico e glutamato monossódico, corantes naturais: urucum, cúrcuma e páprica, espessante: goma guar.

Peito de frango, ovo, farinha de rosca, pimenta-do-reino, alho e sal.

Preciso escrever mais alguma coisa???

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Autora: Karen Dykstra Carmona