Quem tem diabetes pode comer frutas?

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… é uma pergunta que diabéticos fazem, posso consumir frutas? Todas? Afinal, frutas contêm açúcares e por vezes em quantidades significativas. Por outro lado, são fontes de vitaminas, e dessas eu preciso.

 Frutas de fato contêm açúcares como frutose, sacarose e glicose. Por outro lado, também são fontes de fibras e de outros polissacarídeos. E esses em boa parte contrabalanceiam os açúcares, diminuindo a sua absorção.

 A princípio todas as frutas in natura podem ser consumidas, porém apenas 2 porções diárias são permitidas, de preferência com a casca, como: maçã, pera, caqui, etc…e com o bagaço como: laranja, poncan, mirtilho, amora, uva etc…. É importante ressaltar que não é indicada a ingestão de duas frutas de uma só vez. É interessante consumir a fruta, logo após o café da manha e almoço ou jantar. Caso queira consumir uma fruta no lanche, consuma-o com um biscoito integral, ou com uma oleaginosa, como as castanhas, porque limita o aumento da glicose.

 E o suco da fruta?  

Imagem do site: bemnutri.com.br
Imagem do site: bemnutri.com.br

O problema dos sucos, é que eles têm muito menos fibras em relação a frutas inteiras, podendo rapidamente elevar a absorção do açúcar, gerando picos que podem ser prejudiciais à saúde. Se fizer questão de tomar um suco na hora do almoço, tome um suco acrescentando fibras ao suco, como uma folha de couve, banana verde (veja a receita no blog), linhaça, chia ou outros grãos.

Frutas secas  

Imagem do site: blog.tribunadonorte.com.br
Imagem do site: blog.tribunadonorte.com.br

Como a água foi retirada do alimento, elas têm mais nutrientes e açúcar concentrados, sendo que 30 g de frutas secas equivalem a uma fruta inteira. A frutose concentrada nas frutas secas tem o mesmo efeito de qualquer açúcar, eleva a glicemia, por isso o consumo deve ser moderado. Prefira as frutas com mais fibras como, as ameixas pretas, damasco, uvas passas.

Evite: Frutas em caldas, enlatadas e sucos com adição de açúcar.

Lembrete:

  • O consumo de frutas deve ser variado e diário, seguindo a mesma regra da alimentação balanceada. Quanto mais colorido o cardápio, melhor.
  • Fracionar as refeições em 6 vezes ao dia sendo dividido em: café da manhã/ lanche da manhã/ almoço/ lanche da tarde/ jantar e ceia, importante não dar intervalo de mais de 3h. Evitando assim picos glicêmicos.

 Autora: Iolande Aardoom

 

Referências:

Revista para Diabéticos: Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD Manual de Nutrição, Pessoa com Diabetes. Efeitos do índice glicêmico no tratamento a longo prazo do diabetes tipo 2.

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A qualidade do que você come também vem da panela!

     Hoje o assunto é panela!!! Tentei fazer um resumo dos principais materiais encontrados, porém difícil resumir informações importantes. Excluí da pesquisa algumas panelas que acredito não serem usadas com frequência (barro, pedra-sabão, cobre).

     A melhor notícia que tenho para dar é: arear panelas, nunca mais! Ainda bem que nunca faço isso na minha casa! rs rs Esse procedimento para todas as panelas é prejudicial (exceto vidro), pois libera substâncias que podem migrar para o alimento e resultar em alergias e até câncer! Então, permito que use a desculpa de não ter suas panelas brilhando porque a nutricionista disse que é prejudicial a saúde! rs

     Bem, segue alguns materiais usados atualmente, e que classifiquei do melhor para o pior, segundo minha opinião.

 

PANELAS DE TITÂNIO

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O titânio é um metal leve e muito resistente que teoricamente garante uma panela de excelente qualidade e ideal para o uso já que não liberaria resíduos na comida. Uma panela feita de titânio é quase eterna.

São ótimas para grelhar, fritar e cozer, dificilmente os alimentos grudam. Quase não exige óleo nos preparos.

Como o titânio é muito caro, geralmente elas são feitas em base de alumínio e apenas uma camada jateada do metal resistente. Essa película fina é antiaderente, a exemplo do teflon, não é muito resistente e pode se soltar com o tempo.

CUIDADOS: Evite usar utensílios de metal para não riscas a superfície. Na limpeza não use materiais abrasivos como esponjas de aço.

 

PANELA DE CERÂMICA

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     São duráveis se bem cuidadas,  fáceis de limpar, antiaderentes. Seguram bem o calor por um longo tempo, porém demoram muito tempo para esquentar e podem lascar se manuseadas por mãos pesadas.

     É importante verificar se a panela tem o selo de qualidade que garanta o não uso de compostos ligados ao chumbo na composição.

     INDICAÇÕES: Valem para cozimentos longos e não oferecem risco de liberar metais no alimento (se feitas com material de qualidade) já que são feitas de material natural.

 

INOX

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     A panela de inox é ideal para o uso diário e para qualquer preparação. O aço inoxidável (inox) é composto por ferro, cromo e níquel. O niquel é toxico para o organismo (dermatites, asma, sistema nervoso). Antes de utilizar a panela de inox pela primeira vez, deve-se ferver água por 3x consecutivas, descartando a  água após cada fervura. Este procedimento garante a quelação dos minerais, evitando a migraçao do niquel para o alimento.

     Cuidados: Não utilize esponja de aço para escovar a panela. Não armazenar alimentos dentro da panela.

 

FERRO:

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     Para quem gosta de um bom cozido de carne e de legumes, nada melhor do que a panela de ferro. A vantagem desta panela é que não se deforma com o calor e conserva melhor a temperatura dos alimentos, representando uma boa economia de gás. Não se ganha só sabor cozinhando com a panela de ferro. Alguns estudos têm mostrado que este tipo de utensílio ajuda a evitar o aparecimento de anemia, sendo indicado para crianças, vegetarianos e mulheres que menstruam muito.

     Para não enferrujar, depois de lavar com água e sabão, coloque-a no forno bem quente, ou fogo do fogão para secar. Deixe esfriar e passe uma leve camada de óleo antes de guardá-la – por dentro e por fora.

     Numa entrevista, o dr. Lair Ribeiro afirma que a ferritina transferida ao alimento pela panela pode se acumular no organismo aumentando a probabilidade de infartos, principalmente em homens. Para as mulheres em idade fértil, que menstruam e assim liberam o excesso de ferritina, encontram-se protegidas dos infartos, mas essa diferença nas estatisticas se nivela quando a mulher alcança a menopausa, aumentando assim a concentraçao de ferritina no organismo (https://www.youtube.com/watch?v=frxMzY2kOtk).

 

ALUMÍNIO:

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As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas. Há estudos que levantam suspeita de que a ingestão de alumínio estaria relacionada com a incidência de Alzheimer e Parkinson.  Átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema esquelético, neurológico e hematológico.  Pesquisas mostram que a migração do alumínio é maior em panelas de pressão do que em panelas normais ou em fôrmas de bolo. Na limpeza não utilizar esponja de aço para não liberar mais o alumínio. Se o alimento estiver grudado no fundo da panela, coloque água e ferva.

A ingestão de alumínio em excesso prejudica a absorção de cálcio, magnésio e ferro pelo organismo.

     A panela de alumínio não deve ser utilizada para fazer molho de tomate e geléias, pois o meio ácido favorece a migração de alumínio para o alimento. Além disso, não se deve utilizar utensílios de aluminio, pois o atrito entre ambos provoca a liberação de alumínio. Não deixe o alimento esfriar dentro da panela de alumínio e nem armazene o alimento na panela, pois o sal e os ácidos (vinagre, limão) reagem com as substâncias da panela e podem provocar a liberação de substâncias tóxicas.

     Há também contra-indicação de utilização da panela de alumínio para pessoas com insuficiência renal.

     Para frituras pode ser usada…

 

PANELAS ANTIADERENTES – TEFLON

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     Esse é o mais controverso tipo de panela disponível no mercado. Em sua composição estão o ácido perfluorooctanóico (PFOA) e o politetrafluoretileno (PTFE), ambos extremamente problemáticos. O PTFE, quando exposto a altas temperaturas, libera gases tóxicos, como os fluorocarbonos, que causa sintomas similares aos da gripe. Já o PFOA, segundo estudos, está ligado ao desenvolvimento de câncer de rim e fígado, problemas da tireóide, problemas no coraçao e muitas outras complicações.  Essa panela não é indicada para alimentos proteicos (ovo, frango, carne, peixes) pois o contato da proteina com esse material produz aminas triciclicas (cancerígenas). Frituras nesta panela também não são indicados pois pode haver fusão e migração do material para o alimento por conta da temperatura elevada e tempo de cozimento.

     Para conservar sua panela por mais tempo, evite o uso de esponja de aço e utensilios de metal (colher, garfo) para mexer os alimentos. Se sua panela antiaderente estiver riscada ou se sua superfície estiver se desprendendo, descarte-a imediatamente.

     Não há um tipo de panela perfeita. A escolha deve se basear no tipo de preparação a ser feita e na possibilidade de desprendimento de material toxico nos alimentos. Mas se puder evitar os modelos antiaderentes pois qualquer ranhura na superficie já oferece risco a saúde e as panelas de alumínio, melhor!

Autora: Karen Dykstra Carmona

Referências:

– Inspetor saúde e as panelas. https://www.youtube.com/watch?v=Vsf7ulbTUAE Acesso em: 25 de junho de 2014.

– Você sabe qual a panela ideal para cozinhar uma comida saudável?. Disponível em: http://sandranutricionista.blogspot.com.br/2011/03/voce-sabe-qual-e-panela-ideal-para.html. Acesso em: 25 de junho de 2014.

– A panela pode interferir na qualidade dos alimentos. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=l54AMV8zAJo> e <https://www.youtube.com/watch?v=dfaN1NZorO0>. Acesso: 25 de junho de 2014.

– Qual é o melhor tipo de panela? Disponível em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1335-qual-e-o-melhor-tipo-de-panela.html . Acesso em: 26 de junho de 2014.

– Panela certa é que faz comida boa: conheça alguns materiais e suas aplicações na cozinha. Disponível em: http://semmedida.com/jornal/panela-certa-e-que-faz-comida-boa-conheca-alguns-tipos-e-suas-aplicacoes-na-cozinha/. Acesso em : 26 de junho de 2014.

– Imagens dos sites: <http://semmedida.com/jornal/panela-certa-e-que-faz-comida-boa-conheca-alguns-tipos-e-suas-aplicacoes-na-cozinha/&gt;; e <http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/1335-qual-e-o-melhor-tipo-de-panela.html&gt;.

Friozinho hoje hein?? Que tal uma sopa bem quentinha?

SOPA CREME DE ERVILHAS FRESCAS 

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1 kg  de Ervilhas frescas (pode ser a ervilha congelada)
1  talo de alho poró bem picado
1  cebola bem picada
60 g de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
1,5 litro de caldo de galinha
01 ramo Hortelã
250 ml Creme de leite
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo:
Em uma caçarola, refogar o alho poró e a cebola na manteiga. Salpicar farinha e misturar bem. Acrescentar o caldo de galinha e ferve-lo junto com o ramo de hortelã e as ervilhas. Tampar e cozinhar por cerca de 15 minutos.

Retirar o ramo e descarta-lo. Passar pelo moedor de legumes ou liquidificador aos poucos e colocar o purê obtido em uma caçarola.

Ferver, temperar com sal e pimenta a gosto e engrossar com redução de creme de leite. Se ficar muito espesso, misturar um pouco de leite. Esta sopa também fica muito gostosa servida fria.

Rendimento: 6 porções

Hum…. vou super curtir um convite! E comentários do que acharam da receita também!!!

Autora: Karen Dykstra Carmona

PURÊ DE PERA, MAÇÃ E PÊSSEGO

Essa papinha de frutas pode ser oferecida a partir dos 6 meses e pode ser congelada! Ótima para ocasiões em que fica mais difícil oferecer a fruta in natura.

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Ingredientes:

2 pêssegos maduros

1 maçã descascada  picadinha

1 pera madura descascada e picadinha

2 colheres (sopa) de água

Modo de preparo:

1 – Faça um corte em cruz na base de cada pêssego e coloque em um refratário com água fervente. Aguarde 30 segundos, escorra e mergulhe em água fria. Retire a casca e o caroço e pique a polpa.

2 – Leve ao fogo as frutas picadas e água. Quando ferver, tampe e cozinhe em fogo brando por 10 minutos, até as frutas amolecerem bem.

3 – Deixe esfriar um pouco e passe na peneira ou processe até formar um purê. Sirva morno ou esfrie um pouco e conserve na geladeira. Este purê pode ser congelado em porções individuais. Descongele por 2 horas na geladeira.

Rendimento – 4 a 6 porções.

VARIAÇÕES: O pêssego pode ser substituído por damasco, ameixa ou nectarina.  Aproveite as frutas maduras da estação, pois encontram-se mais doces, evitando a utilização de açúcar!

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Autora: Karen Dykstra Carmona

Referencias:

– Receita e imagem retirados do livro: O livro essencial da Alimentação Infantil: Receitas deliciosas e respostas para as dúvidas mais comuns. Annabel Karmel.

CARNE NÃO SE LAVA!

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Hoje estava na página de assuntos gerais do MSN e me deparei com esse assunto : “ Autoridades alertam britânicos a não lavar o frango antes de cozinhá-lo. Cozinhá-lo bem é a melhor maneira de acabar com as bactérias. O apelo é feito porque existem novos dados que mostram que 44% das pessoas sempre lavam o frango antes de cozinhá-lo”.

Microrganismos nocivos à saúde estão por toda parte, à espera de um descuido nosso para dar o bote e contaminar o que estiver por perto, podendo provocar de mal-estar, diarréia e até problemas mais sérios.

O hábito de lavar carnes cruas, como a do frango e a do peixe, pode trazer sérios riscos à saúde. Isso porque, durante a lavagem, as bactérias que geralmente vêm nesses alimentos, em vez de irem para o ralo, podem se espalhar ao redor da pia e provocar a contaminação de outros alimentos. A única carne que se lava é o peixe e só para tirar escamas e a barrigada.

Lavar carne não elimina bactérias e sim aumenta a quantidade de água facilitando a proliferação de microrganismos, além de levar à perda de nutrientes. O aumento de água da carne faz com que as bactérias se multipliquem mais. O frango tem duas bactérias que são as principais: Salmonela e Campylobacter.

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A infecção por Campylobacter é uma infecção bacteriana direta que provoca diarréia e geralmente é transmitida por frango mal cozido. As toxinas produzidas pelas bactérias causam intoxicação alimentar tendo como sintomas: dores de estômago, vomito, diarréia, febre, mal estar geral.

Dicas:

  • Para se proteger, você deve ter o hábito de sempre lavar as mãos, superfícies e utensílios quando estiverem em contato com alimentos crus, além de seguir orientações seguras de manipulação dos alimentos.
  • A regra é armazenar as carnes na temperatura apropriada, resfriado de 0 a 4°C por 24 horas, e congelado a -18°C por um ano.
  • Peixes resfriados a 3°C um dia e congelado – 18°C, por 3 meses.
  • Verificar o selo da SIF (selo da Inspeção Federal);
  • Verificar se a embalagem não está danificada;
  • Lavar a embalagem antes de abrir, pra evitar a contaminação da carne.
  • Deve-se descongelar as carnes na geladeira. Caso necessite apressar o processo, utilize a opção de descongelamento do microondas. Nada de mergulhar na água morna ou deixar no sol!
  • Não deixar a carne mais de 30 minutos fora de refrigeração;
  • Após descongelamento da carne, não pode congelá-lo novamente;
  • Cozinhar a carne completamente, pois as bactérias proliferam em temperaturas entre 4,5 graus e 60 graus Celsius.

Autora: Iolande Aardoom

Imagens:

http://www.matipoweb.com.br/component/k2/item/2597-frango-cru-lavado-tem-mais-chances-de-causar-intoxicacao-alimentar.html

– perolasdanay.blogspot.com

A SUA COMIDA E AS BACTÉRIAS!!

          Uma das disciplinas do curso de nutrição que boicotou meu prazer de comer fora foi a de “Higiene”.  Lembro perfeitamente quando nossa professora mencionou na primeira aula que sempre puxava a cordinha da descarga em locais públicos pela parte mais alta, uma vez que morria de nojo  de pegar onde todos alcançam sem antes lavar as mãos! Rs E por falar em mãos, as manobras dela pra não encostar na torneira e depois no trinco da porta eram hilárias.  Hoje, quando a descarga é de cordinha, estou sempre na ponta dos pés, para pegar ela lá em cima! rs… O mundo passou a ser contaminado, e as pessoas foco de contaminação.  Comer fora, em feira… tsc tsc tsc…

          Ouvimos  muitas histórias, e depois na pratica, vimos muitos erros frequentes dos manipuladores que contaminam os alimentos que nos é servido. Um exemplo clássico: você experimenta a comida com a colher e volta com a mesma para continuar mexendo o alimento? Ou experimenta colocando a comida com a colher na mão?  Depois que experimentou na mão, lava a mão ou seca na roupa? E a colher que encostou na sua mão? Aham….  isso se chama contaminação cruzada. Você sabia que a pessoa que mexe com alimentos pode ser o maior responsável pelo transporte de microrganismos para os alimentos?

          Bem, a resposta para a pergunta acima: experimente um alimento com uma colher e coloque-a imediatamente para lavar. Pegue uma colher limpa toda a vez que for experimentar algo… Em casa também… seus micróbios não são mais limpinhos do que a do manipulador do carrinho de cachorro quente!!

          Listei abaixo algumas “regrinhas” que garantem mais segurança no preparo dos alimentos para serem praticados em casa.  Num treinamento mais especifico para manipuladores de restaurantes, muitas outras considerações são feitas, mas tenha em mente que quanto maior o controle, maior a segurança alimentar.

  Higiene no preparo dos alimentos

  1. Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos.

    imagem do site: imoveis.culturamix.com
  2. Não mexa no seu nariz, nos cabelos, ou em qualquer outra parte do seu corpo… se o fizer, LAVE AS MÃOS antes de tocar nos alimentos novamente.  A título de curiosidade, segue quantidade  aproximada de bactérias no ser humano:
    • Nos poros – 10 a 62.500 bactérias.
    • Nas costas – 300 bactérias/cm2
    • No couro cabeludo – 1.500.000 bactérias/cm2
    • Nas axilas – 2.500.000 bactérias/cm2
  3. Não utilize a tábua em que cortou carnes para cortar legumes, pães, verduras e frutas. Utilize uma tábua exclusiva para alimentos cozidos.  Atenção para a tábua – é um foco de contaminação importante numa cozinha.

    Imagem do site http://www.perfecta.com.br
  4. Armazene alimentos in natura e preparados em locais diferentes na geladeira e no freezer. Coloque os alimentos prontos acima dos crus, para evitar respingos e contaminação.
  5. Alimentos prontos sempre envoltos por plástico filme ou com tampa.
  6. Descongelar carne por completo NA GELADEIRA, antes de prepara-los.
  7. Os pratos prontos devem ser totalmente reaquecidos (ferver).  DICA: pratos quentes devem ser servidos BEM QUENTES e pratos frios, bem frios.
  8. Carne, frango, peixe e ovos devem ser cozidos por completo. Nas carnes, o suco que escorre do seu interior ao serem perfuradas deve ser claro.
  9. Higienize (lavar + desinfetar) bem as frutas e vegetais que serão consumidos crus.
  10. As sobras devem ser consumidas em 2 dias e reaquecidas uma única vez.
  11. Mantenha a temperatura da geladeira a 4oC e a do freezer, igual ou inferior a -18oC.

    Imagem do site: saudenamesa2.blogspot.com
  12. NÃO volte a congelar alimentos completamente ou parcialmente descongelados.
  13. Alimentos com a validade vencida devem ser descartados.
  14. Não deixe alimentos congelados por muito tempo. Consulte o manual do seu freezer para saber quanto tempo é indicado para cada alimento.
  15. Resto não é sobra. Resto vai pro lixo e sobra pode ser consumido mais tarde. No caso de restaurantes, o que sobrou na cuba que foi para o buffet não é sobra e sim resto… não pode ser reaproveitado!!

Ah, só para esclarecer ainda uma coisinha bem importante:

O alimento estragado – contem microrganismos deteriorantes. Esses produtos apresentam alteração de cor, odor, sabor, textura e, por isso são rejeitados pelos consumidores.

O alimento contaminado – contem microrganismos patogênicos (causam doença).  Esses produtos NÃO APRESENTAM ALTERAÇÕES nas suas características (cor, odor, sabor e textura) e, portanto, são consumidos sem que se perceba qualquer problema. O consumidor irá perceber depois, com sintomas como dores de barriga, vômitos e diarréia.

Então, se a comida não foi preparada com higiene ou não foi mantida sob condições ideais de temperatura,  descarte, pois não há como saber se é seguro consumí-lo ou não!!

Ah, e para pensar um pouco antes de tratar mal o seu garçom/cozinheiro:

Bom apetite!! rs

Autora: Karen  Dykstra Carmona

Dicas para a introdução de alimentos!!

Imagem do site: http://www.ndig.com.br

Tenho observado bastante insegurança das mães quando o assunto é a introdução de alimentos. Muitos materiais disponíveis com posicionamentos diferentes relacionadas ao assunto. Decidi colocar no blog uma sugestão de introdução alimentar, baseada nos meus conhecimentos de nutrição e também de mãe.

Bem, como começar?

Imagem do site: vounasceroutravez.blogspot.com

Comece com um sorriso!!! Deixe de lado sua ansiedade, pois você está prestes a ensinar o bebê a comer e experimentar alimentos sólidos, um dos grandes prazeres da vida. Transforme toda refeição em uma experiência prazerosa para vocês dois.

A oferta de alimentos deve ser de forma lenta e gradual. Essa fase não significa que o desmame deva ocorrer. Inicialmente, ofereça suco (em torno de 60ml)  de fruta sem adicionar açúcar, 1 vez por dia durante 1 semana.  As frutas permitidas devem ser pouco ácidas: laranja lima, melão, pêra, mamão papaya. Logo que a criança passe a aceitar o suco, faça também as combinações de laranja lima com mamão papaya, laranja lima com cenoura…

Na segunda semana, comece a oferecer o suco pela manhã e fruta amassada a tarde.  A quantidade inicial de fruta amassada fica em 1-2 colheres de sopa. É importante somente amassar a fruta, para que o bebê vá se acostumando com novas texturas e treinando para os alimentos mais sólidos.  Frutas para serem oferecidas: pêra e maçã raspadas, banana prata, mamão papaya, melão e etc. Evite frutas muito acidas e duras. Na terceira semana, a combinação de frutas amassadas pode ser feita. Lembre-se sempre de variar… não ofereça sempre a mesma fruta.

Imagem do site http://www.iplay.com.br

Não dê importância para o quanto a criança come na primeira ou segunda semana, pois ela continua a retirar os nutrientes de que precisa do leite. É importante criar uma rotina e o melhor momento para oferecer o suco ou fruta é no intervalo de uma mamada e outra, assim o bebê não estará inapetente ou com muita fome a ponto de recusar a abrir a boca.

Se o bebê já se adaptou as frutas, está na hora de inserir a papa salgada. Na quarta semana faça a  introdução da papa na hora do almoço, para que não hajam problemas com gases durante a noite.

Imagem do site: horizontepleno2.blogspot.com

Inicie a oferta da papa salgada com um alimento por vez. Exemplo: Purê de cenoura por 2 dias. Verifique se há reação (diarréia, urticária, ou algum sinal de alergia). Caso esteja tudo ok, ofereça cenoura+batata. Observe. Depois, cenoura + batata + frango. Com o tempo, tente variar as cores e tipos de alimentos (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas e legumes), e também as proteínas animais (ovo – veja sobre o ovo no nosso blog, frango, carne e peixe).  É importante que se inclua a carne desde o início para garantir o ferro de boa biodisponibilidade.

Aos 6 meses

1a. Semana – Leite materno, suco de fruta pela manhã, continuar amamentando normalmente nos demais horários.

2a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno,  papa de fruta a tarde,  continuar amamentando nos demais horários.

3a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno, papa de fruta (misturar frutas), leite materno nos demais horários.

4a. Semana – leite materno, suco de fruta pela manhã, papa salgada para almoço, papa de fruta, leite nos demais horários.

Oferecer o peito logo após os alimentos em papa não deve ser uma regra, mas uma alternativa quando a criança aceita pouco o alimento oferecido.


Com 7 meses, a alimentação da criança já pode ter 2 papas salgadas (almoço e jantar) e duas papas de frutas.

A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.

Não bata os alimentos no liquidificador, pois a mastigação da criança deve ser estimulada e com a ingestão de alimentos “líquidos” isso não acontece.

 

Para garantir a alimentação saudável do seu bebê:

Imagem do site: ricardopolegar.blogspot.com
  •  Utilize o mínimo de sal (se pra você estiver “bom de sal” provavelmente já está muito salgado para o bebê).
  • Não adicione açúcar nos sucos e frutas. Suco industrializado não deve ser oferecido.
  • Também não utilize enlatados,  frituras, refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida!

Autora: Karen Dykstra  Carmona

 

Referências:

– VITOLO, M. R. Nutrição – Da gestação à Adolescência. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003.

– KARMEL, A. O Livro Essencial da Alimentação Infantil. São Paulo: Publifolha, 2010.

– WARDLEY, B.; MORE, J. O grande livro de receitas: Comidas para bebês e Crianças: 365 pratos deliciosos para todas as ocasiões. São Paulo: Publifolha, 2009.